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Archive for the ‘Cinema e TV’ Category

[Crítica de Cinema] O Substituto (Detachment – 2011)

9 de agosto de 2015 Deixe um comentário

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Detachment, conta a história de Henry Barthes, um professor substituto que vai para uma escola não muito bem conceituada nos Estados Unidos. Ao chegar ele lida com problemas de relacionamento com alunos e funcionários, além de seus próprios problemas. Sua mãe se suicidou ainda na infância de Barthes, os motivos provavelmente estão ligados ao seu avô doente, que ele mantém em uma clínica para idosos e por algum motivo ele nunca quis saber. Barthes é indiferente com muitas coisas ao seu redor, creio que por isso o nome original do filme traduzindo ao pé da letra seria Indiferença, mas as “brilhantes” traduções adaptadas aqui do Brasil, escolheram O Substituto.

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Ao longo do filme o protagonista encontra-se com Erica, uma prostituta bastante nova, que cruza seu caminho algumas vezes e Barthes então decide ajudar a moça e a leva para morar com ele, tentando fazer com que ela largue essa vida e procure um objetivo na vida. Erica a princípio apaixona-se por Barthes, mas ela entende que os motivos que ele faz aquilo e sua relação passa a ser de família mesmo. Ela se apega bastante a ele, porém como Barthes é meio indiferente com tudo ao seu redor, ele resolve entregar a moça a um tipo de serviço social, para que cuidem dela.

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O filme mostra que todos temos problemas, independente da idade. Mas é preciso ver o bom nas pessoas e sempre que possível, ajudá-las. Mas não é possível ajudar a todos. Com encerramento trágico, após o suicídio de uma das alunas, Barthes decide visitar sua amiga Erica, a qual ajudou e tinha baste afeto por ele. Então uma parte do conto A Queda da Casa de Usher, de Edgar Allan Poe, encerrando assim o filme.

 

A casa de Usher não é somente um velho castelo em ruínas…

É também um estado de ser.

Durante todo o dia nublado, escuro e silencioso no outono daquele ano, quando as nuvens cruelmente cobrem o céu, eu passava sozinho, à cavalo, por aquele sombrio pedaço de terra daquela província e, enfim, encontrei-me como o orvalho das sombras da tarde, com a visão da melancólica Casa de Usher.

Sabia como era mas, com o primeiro vislumbre do edifício um senso de insuportável tristeza, invadiu minha alma.

Olhei para a paisagem simples do loca sobre as negras paredes, alguns troncos brancos de árvores podres com uma

absoluta depressão da alma.

Não houve frieza;

Um naufrágio;

Um revolta do coração;

INDIFERENÇA.

(Edgar Allan Poe)

 

Uma cena bastante interessante do filme:

Achei o filme muito interessante, partindo do ponto que todo mundo tem problemas e o que importa realmente é o que fazemos para resolver ou conviver com estes problemas, antes que alguns deles acabem com a nossa vida, literalmente como o caso da garota que se suicidou por ser discriminada no colégio e até mesmo em casa por seu pai. Um simples “Está tudo bem? Precisa de alguém para conversar” pode ajudar bastante alguém com problemas que muitas vezes só precisa de alguém pra conversar e até mesmo de um abraço.

Obs: Não podia deixar de falar da participação do ator Bryan Cranston, o eterno Walter Whiter de Breaking Bad.

 

Nota: 9 de 5 – 10

 

Trailer

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[Cinema] Robocop

22 de fevereiro de 2014 Deixe um comentário
Robocop 2014

Robocop 2014

Voltando agora do cinema, assisti ao remake de Robocop. Não bateu o original em minha opinião mas foi um ótimo remake, diferente de O vingador do Futuro e Psicose por exemplo, que foram remakes ruins. Só não gostei de algumas mudanças em relação ao original como o Robocop usar uma moto, o enredo envolvendo a família, a falta da “voz robótica” e das diretrizes básicas que existiam no clássico. A falta da violência explicita não é um problema no filme, a violência esta lá,  afinal Robocop sem violência não é Robocop e isto é fato. Ela só foi tratada de forma discreta devido a classificação etária da filme, mas não deixou a desejar. De resto é um ótimo filme, muito bem feito.

Também, só de reunir grandes nomes como Gary Oldman, Samuel L. Jackson e Michael Keaton em um filme. Só faltava um bom roteiro e é o que foi feito. Além da música, várias referências do original estão no filme. Parabéns ao José Padilha e sua equipe.

Nota: 8 de 5 – 10

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[Cinema] Cilada Bino!

22 de outubro de 2012 Deixe um comentário

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[Crítica de Cinema] Minha canção de amor (My own love song)

9 de setembro de 2010 2 comentários

Um ótimo filme sobre pessoas comuns com problemas mais comuns do que imaginamos e como é difícil não desistir de seus ideais, com uma história bastante divertida que nos faz pensar se os problemas que temos são realmente tão grandes que não possam ficar piores. Com dois atores vencedores do Oscar de melhor ator (Renée Zellweger e Forest Whitaker) eu já esperava por um grande filme.

Acompanhamos uns dias na vida de Jane (Renée Zellweger), uma ex cantora talentosa que após sofrer um acidente que a deixou paraplégica, desiste de sua carreira e abre mão de seu filho, deixando ele para adoção. A vida de Jane começa a mudar após conhecer Joey (Forest Whitaker), um ex-bombeiro que após um incêndio em que perdeu sua família diz ter começado a falar com fantasmas ou anjos como ele mesmo chama. Joey resolve levar Jane até Nova Orleans para palestra de um escritor que ele é fã e de lá fazer com que Jane (sem ela saber) reencontrasse o filho que ela não via a cerca de 7 anos. No meio da viagem eles encontram Billie (Madeline Zima) uma jovem que o marido desapareceu a cerca de 1 mês e ela desesperada não sabe mais onde procurar.

O ator Nick Nolte também faz uma participação no filme como um músico falido que perdeu tudo que tinha e ganha a vida cantando em hotéis e por algum motivo é fugitivo da polícia, graças a ele Jane volta a cantar em seu show e volta a tomar gosto pela música. O responsável pelas músicas do filme é ninguém menos que Bob Dylan. Mais um bom filme que não pode faltar na coleção.

Nota: 9 de 5 – 10

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[Crítica de Cinema] The Killer Inside Me

8 de setembro de 2010 2 comentários

Bom pessoal, quero começar explicando a falta do título do filme em Português que foi devido o filme ainda não ter estreado no Brasil, a estreia prevista é apenas para 15 de Outubro. Delongas nas datas de estreias dos filmes em outros países tiram a paciência de qualquer um que esta aguardando determinado filme em cartaz nos Estados Unidos, por exemplo, e por aqui só passará depois de 2, 4, até 6 meses de atraso. Motivos como esse fazem com quem vez por outra eu “baixe” um filme pela Internet para não ter que esperar ele chegar aos cinemas aqui. Como foi o caso desse filme.

Antes de falar do filme quero deixar bem claro a minha opinião sobre a pirataria de DVDs, sou totalmente contra! Sem falar na falta de qualidade das cópias e sem a caixa do dvd original…
As vezes baixo filmes da internet como citei acima mas se o filme é bom (Ou ao menos eu goste) eu compro o original para minha coleção, nunca um pirata de rua que sustenta o tráfico e etc… Bom é minha opinião sobre o assunto.

O filme é uma adaptação para o cinema do romance “O Assassino em Mim”, de Jim Thompson escrito em 1952, conta a história de um jovem ajudante de xerife, na verdade um psicopata escondido atrás de um bom moço, que começa a matar para encobrir suas histórias de adultério e corrupção. Bastante violento o filme de baixo orçamento (cerca de 15 milhões de dólares) foi bem produzido e não deveu nada as grandes produções da mesma linha, sem falar na grande atuação do “psy-cop” Lou Ford vivido por Casey Affleck e das garotas Jessica Alba e Kate Hudson.

Fiquei interessado em ver o filme quando soube da polêmica gerada sobre ele no Festival de Sundance onde dizem que a atriz Jessica Alba se retirou do festival na hora em que o rosto de seu personagem (a prostituta Joyce) foi mostrado como um tomate estourado depois de levar uma surra do personagem de Affleck, o filme ficou marcado como extremamente violento e perturbador. Claro que isso me chamou atenção. Outro ponto interessante mostrado no filme é a “tara” por bater em bundas que o psicopata Lou tem com as mulheres (Graças a essa mania podemos ver a bela bunda da Jessica Alba e o bundão da Kate Hudson no filme) o que muitos podem até pensar que não tem nada de anormal… Até o filme mostrar como ele (ou de quem) pegou essa mania, putz! Não vou contar pra não perder a graça, mas dai que tive uma idéia de como ele se tornou um psicopata.

Enfim, um filme que se passa no estado do Texas na década de 50, bem produzido e com um enredo chocante. Se você gostou de filmes como “Onde os fracos não tem vez”, vai gostar desse aqui também.

Nota: 8 de 5 – 10

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[Crítica de Cinema] A Origem (Inception)

24 de agosto de 2010 Deixe um comentário

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“Sensacional e muito viajado” foi o que me veio em mente ontem após sair do cinema. A Origem sem dúvida foi um dos melhores filmes que vi no ano e sem dúvida o mais complexo e viajado. Quem em sã consciência pensaria em escrever uma história onde pessoas sonham dentro de sonhos (até chegar no limbo de 4 sonhos como entram Cobb, Ariadne, Robert Fisher e Saito) e que o tempo nos sonhos passam de maneiras diferentes. No sonho de 1º nível uma hora no sonho é o equivalente a cinco minutos da vida real e dentro de cada nível de sonho isso vai se multiplicando.

Mas o que fazer quando você fica “viciado” em viver no mundo de sonhos e acaba esquecendo de viver a realidade? Ou pior, quando você não sabe mais se está no mundo real ou no sonho? Isso ocorre com Cobb (Leonardo DiCaprio), um especialista em roubar segredos de pessoas importantes entrando nos sonhos das vítimas por meio de uma máquina experimental criada pelo exército americano. Cobb é um fugitivo nos Estados Unidos por um crime que ele mesmo criou mas que não tinha a intenção nem imaginou que ir além de roubar segredos e tentar inserir idéias na mente de outra pessoa pudesse ser tão perigoso. Sem ter nada a perder Cobb aceitar tentar fazer mais uma tentativa de inserir uma idéia na mente de Robert Fisher (Cillian Murphy) a mando de Saito (Ken Watanabe) com a promessa que terá sua ficha limpa e poderá voltar aos Estados Unidos e para sua família.

Além da história Christopher Nolan ( que escreveu e dirigiu o filme) caprichou nos efeitos especiais e na ação, sem dúvida um dos filmes com mais efeitos especiais que já vi e o melhor de tudo, com uma boa história de fundo. Tudo bem que o protagonista Cobb aparenta ser um “007 sem classe” mas ainda sim é um bom personagem, bastante misterioso e problemático. Outro destaque fica com a jovem e bela Ariadne (Ellen Page) que descobre os segredos de Cobb e tenta ajudá-lo a se livrar de seus fantasmas.

Quem acompanha os filmes do brilhante diretor Christopher Nolan notou que ele gosta de trabalhar com alguns atores de seus filmes anteriores, nesse filme estão presentes três atores de Batman Begins e The Dark Knight (Michael Caine, Cillian Murphy e Ken Watanabe). Mal posso esperar pelo terceiro Batman e pelo novo Superman que Nolan será o “padrinho” do filme, pena que ele já deixou claro que não irá fazer um crossover dos dois super-heróis no cinema. Espero que o pessoal da DC acorde como a Marvel e misture alguns super-heróis fazendo pontas em seus filmes e um filme reunindo vários deles como irá acontecer no filme Os Vingadores.

Enfim, recomendo assistir esse grande filme, A Origem sem dúvida é um dos grandes filmes do ano que não podemos deixar de ver no cinema e de ter o DVD (Ou Blu-ray pra quem já tem) na nossa coleção.

Nota: 9 de 5 – 10

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Sucker Punch, novo de Zack Snyder promete!

2 de agosto de 2010 Deixe um comentário

O filme é o primeiro longa-metragem original do diretor de Madrugada dos Mortos300Watchmen e começou a ser desenvolvido como uma válvula de escape para ideias acumuladas pelo cineasta ao longo dos anos, inspiradas em grandes filmes dos quais ele é fã. “O filme teve início a partir de imagens e intenções visuais que eu tinha em minha mente e queria ver realizadas na tela. Essas cenas vêm de uma bagagem adquirida ao longo de toda a minha vida, de uma paixão por determinados filmes e histórias. Fui acumulando isso tudo – e parece que agora essas ideias estão querendo sair”, explicou Snyder.

“A história acompanha uma garota internada em uma instituição para pessoas com problemas mentais que, para escapar daquela realidade dura, se refugia em sua própria mente. Esse refúgio possibilita as imagens mais fantásticas do filme”, comentou sobre como a história se adequa às cenas que ele pretendia mostrar. “Essa parte do filme, a fantasia, é a mais fácil pra mim – bom, não exatamente fácil, mas de certa forma já está pronta na minha cabeça. Mas é engraçado que, quando assisti à primeira montagem do filme, fiquei emocionado e meio assombrado até, pelo núcleo dramático que elas criaram”, disse apontando para o elenco. “Essa parte foi muito além de qualquer coisa que eu poderia ter imaginado. Ficou tão boa que o filme funcionaria sem toda a ação…. mas, obviamente, a mantive, ahahaha”.

Sucker Punch estreia em 25 de março de 2011 nos EUA.

Trailer:

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